segunda-feira, 6 de julho de 2009

Filme: Edukators

"Die Fetten Jahre sind vorbei: Os dias de fartura estão acabados"
Caros alunos(as) e companheiros(as) de trabalho

Um presente de finalização de semestre para todos, e em especial para os(as) alunos(as) das vinte e quatro turmas de Ensino Médio, do Júlia Calhau, do Tozzi e do Anna Calvo, que compartilharam comigo essa busca de compreensão sobre a realidade em que vivemos e de tomada de posicinamento crítico e engajado em ações de combate à exploração capitalista combinada à opressão de uns(umas) sobre outros(as), assim como do combate à exploração desenfreada do meio ambiente. Recomendo que assistam ao filme "Edukators", cujos trechos estão no vídeo a seguir. Um grande abraço. Edwiges




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Trechos da crítica sobre o filme Edukators, disponível no site do PSTU:
Por: Yara Fernandes e Wilson H. da Silva, da redação

“Todo coração é uma célula revolucionária”

Coincidência ou não, o arrependimento por posturas adotadas no passado está no centro de Edukators, o filme protagonizado por Daniel Brühl, o mesmo ator do excelente Adeus, Lênin!

A frase acima é uma das muitas pichações que Jan, o personagem de Brühl, e seu amigo Peter deixam pelas paredes dos locais onde eles realizam seus inusitados protestos. Auto-denominados de Edukators (Educadores), eles invadem mansões burguesas e, sem roubar nada, desarrumam toda a mobília, rearranjando-a de maneira bizarra, deixando apenas pichações e bilhetes com frases como “Seus dias de fartura estão contados” (título original do filme) ou “Você tem dinheiro demais”.

Com a entrada em cena de Jule – namorada de Peter, que devido a um acidente de trânsito deve uma fabulosa quantia ao empresário Hardnberg – acontece uma sucessão de eventos, quase uma comédia de erros, que levam ao seqüestro involuntário do empresário e ao confinamento de todos numa casa nas montanhas, transformada em cativeiro.

Neste cenário, onde vem à tona o triângulo amoroso que questiona os ideais e as convicções dos jovens, estabelece-se um intricado confronto de gerações e perspectivas políticas. O magnata, arvorando-se de seu passado como revolucionário, em 1968, tenta convencê-los da inutilidade de sua rebeldia. Os jovens, dotados de um forte sentimento anti-capitalista, procuram se manter firmes, apesar de não verem saída nem para situação em que se meteram, muito menos para a revolução que acreditam ser necessária.

Emblemáticos em relação à geração que cresceu sob o nefasto discurso sobre o fim das ideologias e da possibilidade de saídas revolucionárias coletivas, Jan, Jule e Peter, contudo, também são exemplares em relação à juventude que, mesmo assim, aprendeu a odiar o capitalismo e suas mazelas, o que é expresso em passagens memoráveis. Em uma delas, um Jan afirma que os antidepressivos não vão durar para sempre e, portanto, a possibilidade de indignação e rebeldia há de vingar; em outra, surge o debate sobre a capacidade do Capital em se apropriar (e transformar em produto) até os símbolos mais caros dos revolucionários, como a imagem de Che.

Envoltos neste debate e sob a ameaça de serem presos, os personagens caminham para um surpreendente desfecho, marcado por uma última pichação em que se lê “Há pessoas que nunca mudam”. Um lembrete de que os desafios enfrentados em 1968, pelos “sonhadores” persistem, os conflitos de classe permanecem e o fervor revolucionário ainda aquece muitos corações e mentes.


(...)

Edukators
(Alemanha/Áustria, 2004)
Direção: Hasn Weingarther
Elenco: Daniel Brühl (Jan), Julia Jentsch (Jule), Stipe Erceg (Peter) e Burghart Klaubner (Hardnberg)

[ 23/1/2005 13:37:00 ] "

Disponível em: http://www.pstu.org.br/cultura_materia.asp?id=2911&ida=0 . Acesso em: 06 jul de 2009.

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